quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Inadiável...

Ontem a saudade penetrou no âmago
do coração, ao ouvir a respeito da partida,
mesmo que breve.
Um breve que se pudesse adiaria a cada dia
em que ele chegasse a se concretizar.
Sinto saudades,
mesmo ao fechar a janela;
mesmo ao ter fechado a janela
quando chegaste com esforço
ao lugar que desejei;
sinto que fui injusta conosco.
Mas há algo mais forte.
Não entendível a ti;
e difícil a mim.
As lágrimas são incontáveis;
são fortes como cachoeira imponente,
entretanto, silenciosa.
Ao mesmo tempo que tudo foi rápido,
tornou-se uma eternidade ao esquecimento.
Sei que são impossíveis as chances de que desse certo.
São inadiáveis as despedidas, mas a saudade é fato.
Fato vivido intensamente em todas as facetas
do carinho, do sorriso, da voz, do alento, do consolo,
da perseverança, do medo, da dúvida,
do nervosismo, da certeza incerta do que sinto.
Fato inacabado e inadiável saudade.

Lívia Sampaio

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